DIRETRIZES DE GOVERNO

16/04/2014

Política externa para o século 21

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A política externa brasileira deverá ser pautada por princípios fundamentais, como a manutenção e a promoção da paz e da segurança internacional, que devem ser defendidos e respeitados nas relações internacionais. Ao dirigir a sua política externa com base em princípios sólidos, e não em conveniências imediatas, o Brasil deve passar a ser visto como uma nação coerente, que abraça as causas corretas, respeita o Direito Internacional, lidera pelo exemplo e, assim, fortalece seu poder de persuasão e a sua influência no cenário internacional. Embora a solução negociada deva ser sempre priorizada, deverão ser utilizados todos os mecanismos legais que permitem ao Estado brasileiro a sua defesa em situações de conflito.

 

a.     Cooperação e solidariedade – A globalização aumentou a interdependência dos povos e nações e, com isso, a necessidade de encontrar soluções globais para problemas de toda natureza: locais, nacionais, regionais e globais. Nas duas últimas décadas, assistiu-se a uma “globalização do Direito”, por meio da proliferação e do fortalecimento de organizações e regimes internacionais, como o de comércio (com a criação da OMC) e o de mudança do clima (com a entrada em vigor do Protocolo de Quioto). Nesse novo cenário, a relação entre Estados deve ser regida pela cooperação e pelo respeito às regras e instituições criadas em conjunto pelas nações, e não pelo uso da força ou por posturas unilaterais.

 

Nesse contexto, o Brasil, como oitava economia do mundo que caminha rapidamente para integrar o conjunto de países com alto índice de desenvolvimento, deve basear as suas ações na solidariedade com os menos desenvolvidos, apoiando-os especialmente no alcance das Metas do Milênio, por meio de cooperação econômica e técnica, capacitação e assistência humanitária. O Brasil deve, também, cooperar com outros países para o fortalecimento dos fóruns multilaterais, como o G-20, na área de governança da economia internacional, e a ONU, na área de manutenção da paz e da segurança internacional.

 

b.    Legitimidade e democracia – Apesar dos avanços nas regras internacionais desde o fim da Guerra Fria, os mecanismos de governança global existentes ainda são insuficientes. E grande parte dos problemas enfrentados hoje no sistema internacional tem origem na falta de legitimidade de suas instituições. Por isso, é preciso que o Brasil, muitas vezes prejudicado por essas “regras do jogo” desiguais, seja um veemente defensor da democratização das organizações e regimes internacionais.

 

Há inúmeros exemplos de distorções que precisam ser corrigidas: pesos desequilibrados dos poderes de voto (como no caso do FMI e do Banco Mundial), existência de poderes de veto sem adequada representação (como no Conselho de Segurança da ONU) e desigualdade no cumprimento de obrigações internacionais (como ocorre com as metas de desarmamento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares). Essas instituições, ao serem vistas como pouco legítimas, são pouco respeitadas. Para aumentar a sua efetividade, portanto, é preciso aprimorá-las e democratizá-las.

 

O Brasil deve, sempre levando em conta os princípios fundamentais de sua política externa e seus objetivos de longo prazo, avaliar a participação em organizações e regimes internacionais dos quais não faz parte, como a Organização para  Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Convenção sobre Munições de Fragmentação.

 

c.     Sustentabilidade – Se a interdependência nos leva a ter que investir na cooperação internacional, nenhum tema é tão “globalizado” quanto a sustentabilidade. O Brasil deve liderar o esforço internacional de implementação dos compromissos derivados da Rio-92, em especial o combate à mudança do clima, pelo risco que representam tanto para o país como para a imensa maioria dos países mais pobres do planeta.

 

Devemos dar o exemplo, incentivando internamente e entre nossos parceiros a economia de baixo carbono, aproveitando as vantagens comparativas do país e transformando-as em vantagens competitivas. Essa é uma oportunidade inédita de o Brasil sair na frente e se posicionar de forma privilegiada no cenário mundial, dando um passo fundamental na direção de garantir a prosperidade de nossas gerações futuras.

 

Devido à crescente interação entre os objetivos de crescimento econômico, desenvolvimento, promoção da paz e proteção do meio ambiente, o país deve, ainda, participar ativamente dos debates para a criação de uma Organização Mundial Ambiental, que consolide as regras internacionais voltadas à sustentabilidade.

   

d.    Paz e direitos humanos – O Brasil não pode, em nenhuma hipótese, abrir mão da defesa da paz, princípio básico de nossa política externa, como mostra nossa Constituição e nossa tradição. Devemos continuar sendo exemplo do convívio pacífico de diferentes etnias e religiões, procurando refletir e propagar essa experiência em nossas relações internacionais.

 

Além disso, o Brasil deve ter uma posição firme na defesa dos direitos humanos. Nesse sentido, deve adotar, considerando sempre o princípio da não intervenção, uma postura crítica com relação a países que violem esses direitos e, ao contrário do que tem acontecido, o país não deve relativizar esses princípios em suas relações de Estado.

 

 e.     Comércio mais livre, mais justo e mais sustentável O comércio internacional é, comprovadamente, uma fonte de geração de riqueza. A abertura comercial, se complementada por políticas que suavizem o ajuste econômico e social para os setores mais afetados, é um poderoso instrumento de combate à pobreza. O Brasil deve ter um papel ativo na eliminação das barreiras e distorções que prejudicam o livre comércio. Para isso, deve se valer dos instrumentos que a globalização jurídica lhe oferece, seja no âmbito multilateral (OMC), seja no âmbito regional (Mercosul). Além disso, o Brasil deve aperfeiçoar seus mecanismos domésticos de combate a práticas desleais e ilegais de comércio, como “dumping”, subsídios, contrabando e descaminho, mas sempre de acordo com as regras internacionais.

 

O livre comércio, entretanto, não pode ser apoiado quando ele estimula processos e métodos produtivos baseados na degradação ambiental ou avessos aos compromissos do país relacionados a padrões trabalhistas, expressos nas convenções da OIT. Os direitos trabalhistas e sociais previstos na Constituição e o esforço brasileiro para a criação de uma economia de baixo carbono não podem ser sacrificados. Ao contrário, devem ser defendidos e transformados em vantagens competitivas. Para tanto, o Brasil deve defender a criação de novas regras sobre esses temas no âmbito da OMC e deve desenhar novos instrumentos de promoção das exportações que valorizem a sustentabilidade de produtos e serviços.

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Comentários

  • 17/09/2010
    Fillip Mariano Dias
    Olá. Boa tarde! Gostaria de saber qual a postura da candidata em relação a postura brasileira frente ao emblemático caso de Honduras, em que o governo Lula claramente apoiou o chavismo que estava por detrás de todo aquele circo, quando o então presidente propunha reeleição. Não somente a esse caso, mas como também em relação à toda a América Central, e ainda em relação à Venezuela e os graves casos de repressão de qualquer expressão democrática. Abraços!
    Olá Fillip, é importante dialogar com todas as nações, mas o Brasil tem dado uma audiência e um apoio a governantes que possuem posições polêmicas. Não podemos desgastar nossa imagem internacional com esse tipo de investida diplomática. Defendemos o uso do "soft Power" - uma liderança baseada mais no diálogo do que na força - para afirmar uma posição que o Brasil vem ganhando de líder e de mediador global. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 14/09/2010
    João Paulo
    Cara candidata, gostaria de saber qual sua visão sobre o sistema de inteligência brasileiro. Não vejo menção em parte nenhuma de seu programa sobre ele. Ademais, concordo quanto à algumas de suas propostas, mas e quanto ao fortalecimento do Brasil no cenário internacional? Uma coisa é uma política de cooperação, outra é uma política de abaixar a cabeça para tudo. Cooperar não pode ser um fim em si mesmo. O que a senhora pretende fazer quanto às ações anti-brasileiras de governos como o do Paraguai e da Bolívia? O que pretende fazer quando a polícia paraguaia claramente fere nossa soberania invadindo nosso território e prende nossos agentes no território deles? Obrigado.
    Olá João Paulo,o Brasil deve defender seus interesses legítimos de forma firme, posicionando-se claramente contra qualquer quebra de contrato ou atentado contra sua soberania e segurança de seu território e de seus cidadãos. O país deve utilizar os meios da diplomacia e os canais apropriados nas organizações internacionais e demais mecanismos legais a sua disposição para defender. Equipe de Conteúdo.

  • 10/09/2010
    ALMIR FREIRE
    Marina, no meu ponto de vista a politica externa praticada hoje, pelo nossos governantes está bastante equivocada. Sabemos que temos que fortalecer a imagem do Brasil na comunidade internacional, mas, isso não que dizer que devemos distribuir as nossas riquezas a fundo perdido, nos casos das tragedias e calamidade como no haiti, chile, e outros, ou aceitar mudanças de contratos internacionais, como taipu.onde nós pagamos a conta. Quando a tragedia é nacional, o processo é totalmente diferente, o povo é quem tem que pagar as contas, porque, a resposta imediata do governo é, (estamos liberando o fgts), como se todo mundo tivesse uma fortuna depositada no fgts, senão, fosse as campanhas de solidariedade esse povo morria de fome e de frio. Estou contando com você, para que essa politica seja feita da forma certa, onde o povo Brasileiro esteja acima de qualquer coisa.
  • 02/09/2010
    Igor Calado
    Já vi críticas por parte de diplomatas em relação a verba e aos investimentos dos governos na área de política externa. O ex-diplomata Guilherme Luiz Leite Ribeiro, por exemplo, em seu livro "Os Bastidores da Diplomacia" (Nova Fronteira, 2007) reclamava que, quando embaixador no Chile, o embaixada mal tinha dinheiro para poder pintar a fachada; também alertava para a falta de investimento em produtos publicitários, reclamando que contava apenas com um vídeo institucional feito há vários anos - e já antiquado - para mostrar para uma platéia de empresários estrangeiros. No mesmo livro, o ex-diplomata critica a "petização" do Rio Branco, afirmando que as pessoas eram promovidas apenas por afinidades ideológicas com o PT e não por competência pessoal. Considerando tratar-se de um diplomata bem sucedido e que ocupou diversos cargos, acho que suas críticas devem ser levadas em conta, por isso as repasso aqui.
  • 31/08/2010
    Ricardo Paim
    Seria muito bom termos um líder que unisse o País e transformasse a nação em uma soberania, sem influencia dos grupos economicos. Governar sem unir-se a esses grupos é uma guerra de Titãs e nunca aconteceu. Nossos governantes que tentaram ou foram depostos ou morreram tentando. Como Marian Silva podera enfrentar esses grupos que hoje apoiam Dilma e Serra? E ao assumir o Governo, como se manter puro diante dos Gigantes Nacionais e Internacionais? Não vejo como resolver essa situação. Coragem não é ferramenta suficiente.
    Caro Ricardo, A ideia é manter as diretrizes de governo para unir os melhores quadros. É necessário unirmos forças em prol de todos. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 28/08/2010
    luiz campos
    PRECISAMOS DE POLITICA FORTE DE EXPANSAO DE EXPORTAÇÕES E EXPANSAO DE EMPRESAS BRASILEIRAS NO EXTERI ( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) POLITICA FORTE DE EXPANSAO DE EXPORTAÇÕES E EXPANSAO DE EMPRESAS BRASILEIRAS NO EXTERIOR , sem deixar de proteger o mercado interno: 1- EMBAIXADAS E REPRESENTAÇÕES DO BRASIL NO EXTERIOR Transforma-las em pontos de publicidade e promoção de produtos brasileiros e possibilidades de investimentos no Brasil 2 - BNDES Deveria financiar somente empresas genuinamente nacionais; 3 - LICITAÇÕES Deveriam restringir somente a empresas genuinamente nacionais e empresas multinacionais que produzam somente com materiais fabricados no Brasil. Poderia ser feita uma contação internacional para pressionar as empresas locais. 4 - EXPORTAÇÕES COM VALOR AGREGADO GERARA LUCRO, EMPREGOS E DIVISAS ( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) EXPORTAÇÕES COM VALOR AGREGADO GERARA LUCRO, EMPREGOS E DIVISAS Os Empresários de Produtos In Natura/GRANEL precisam repensar as Exportações, incluindo no minimo um Pré-processamento antes de exportar. O Governo deveria Incentivar essas Operações, fazendo um Projeto de Lei concedendo: Isenção de Impostos, Financiamento para Construção e Maquinário, Facilidade de credito com Juros reduzidos e obrigando as empresas de geração e manutençao de empregos. Dentre os setores que acredito que poderiam ser os primeiros. Exemplos: 1 - Minérios - Industrias: Siderúrgicas e Industrias - Produtos: Chapas de Aço, Peças, Fios. 2 - Soja - Industria: Processadora - Produtos: Óleo, Alimentos, Medicamentos 3 - Milho - Industria: Processadora - Produtos: Alimentos Humanos e Animal 3 - Algodão - Industria: Fiação - Produtos: Fios e Tecidos pré-produzidos 5 - Cana de Açúcar - Industria: Empacotadora - Produto: Açúcar pronta para consumo 6 -Arroz - Industria: Empacotadora - Produtos: Arroz Pronto para Consumo 7 -Petroquímicos - Industrria:Embalagens -Produtos:biodegradáveis Os frigoríficos já estão fazendo bem esse trabalho e poderia ser tomado como exemplo. Pauta postada em: 18/04/2009 17:30, por luiz carlos ferraz de campos 5 - O SISTEMA DO GOVERNO DE EXPORTAÇÕES É DO SECULO PASSADO E FUNCIONA SOMENTE EM PLATAFORMA "DOS", na precisa falar que deve ser atualizado. Pauta postada em: 26/08/2010 11:53, por luiz carlos ferraz de campos
    Caro Luiz, suas sugestões serão repassadas. Muito obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 27/08/2010
    Alexandre Uhoton
    Olá! Qual a postura que um eventual governo tendo Marina como Presidente irá adotar com relação ao conflito de Oriente Médio? Irá defender um Israel com fronteiras seguras e pacíficas, juntamente com um Estado Palestino seguro e pacífico?
    Caro Alexandre, Marina critica a posição do Brasil em relação ao programa nuclear bélico do Irã. O Oriente Médio é um lugar em que há muitos desafios para o estabelecimento de “uma cultura de paz”. Com base nesse princípio, Marina defende o direito de Israel a ter fronteiras estáveis e seguras, assim como o direito dos palestinos a um Estado viável. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 27/08/2010
    Paulo Roberto de M. S. O. Pires
    Excelentíssima Senhora Senadora e candidata Marina Silva, As propostas do Partido Verde, com enfoque na sustentabilidade e desenvolvimento condizente com as necessidades do século XXI são uma modernização muito bem vinda ao cenário político brasileiro, que precisa, conforme V. Exª e demais candidatos do PV enfatizam, acabar com a polarização das escolhas entre dois modelos que já se mostraram ineficazes para o desenvolvimento de longo prazo. Na questão da política externa, concordo com a necessidade de cooperação e soluções pacíficas e justas para as disputas internacionais, mas o pacifismo exagerado transforma-se em passividade. Além disso, os recursos naturais de nosso país podem estimular a ambição de países poderosos, em um futuro não muito distante, o que seria um grande perigo para nossa soberania. De modo que nossa capacidade de dissuasão e de controle militar efetivo do território necessitam ser equivalentes à posição de destaque que o Brasil ocupa na economia e que pretende ocupar na política mundial. Gostaria de saber qual será a atitude do governo de V. Exª no tocante à defesa nacional, pois, embora tenhamos uma política focada no diálogo e na solução pacífica de disputas, muitos outros países, inclusive no nosso subcontinente, usam a pressão militar como artifício ordinário para a solução de seus impasses. E se a solidariedade proposta por estas diretrizes de governo permitirá situações em que o Brasil pretira seus interesses em benefício de outros países, de modo desonroso, vexatório e prejudicial, assim como na nacionalização das instalações da Petrobrás na Bolívia ocorrida em 2006, e no curso da altercação com o Paraguai sobre a energia elétrica de Itaipu.
  • 26/08/2010
    Rafael Silva (twitter: @rafael_slv)
    Como seria a existência de uma política externa de sustentabilidade onde se buscaria a projeção internacional do Brasil como pioneiro em práticas de "não carbono" paralela a extração do pré-sal e as estimativas de lucro com essa nova fonte de petróleo?
    Caro Rafael, Marina propõe que a transição para uma política de baixo carbono se dê com os próprios recursos do pré-sal. A longo prazo essa economia passará para "Não emissão do carbono" através do uso de energias renováveis. Esse modelo já é adotado por países desenvolvidos como a Noruega, a Dinamarca e Reino Unido e está sendo pensado para ser adaptado ao Brasil. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 23/08/2010
    Luciano Gontijo
    Li no relatório "Estado do Mundo" de 2010 uma idéia interessante, a criação de "parques da paz" em fronteiras, fazendo uso da mentalidade preservacionista para aproximar povos vizinhos. Acho que a idéia pode se inserir em uma política externa que apresente o Brasil como um grande árbitro que congrega todos os povos harmonicamente em seu território, dando sequência a ensaios do governo atual, propondo entre outros pontos a criação destes espaços em fronteiras como de Colômbia e Venezuela e de Israel com os países árabes.
    Olá Luciano, obrigado pela sugestão. Equipe de Conteúdo.

  • 18/08/2010
    Gustavo G. Oliveira
    Concordo com a indagação da eleitora Laís A. Alves, no tocante à questão do Eixo do Mal latino americano e a nova ordem mundial. Ora, hoje antecedendo as eleições discutisse muito o óbvio, ou seja, os "Programas de Governo" dos candidatos, que eidentemente são necessários... mas o que me preocupa mesmo, como eleitor mais esclarecido, é o que fazer com os programas propostos na fase pré-eleitoral se o pano de fundo do governo atual é de cunho Marxista-comunista ? e não abriga plenamente as propostas necessárias aos designos do país, pois têm seus objetivos gerados na doutrina de Marx e seus seguidos, cujo fim é a nova ordem mundial... Dilma e Serra representam o "continuismo" dessa situação governamental que estamos vivenciando hoje, agora...e reveladora de um sombrio futuro... Marina Silva é a melhor opção para combater essa ideologia dominante mas precisa se fortalecer no cenário com potencial chance de ser eleita... Deus queira.
  • 16/08/2010
    Fernando
    Prezada Senadora e candidata, gostaria de obter sua opinião sobre a politica externa brasileira, em especial a atual interferencia, em minha opinião de forma errada neste vespeiro chamado Oriente Médio.
    Caro Fernando, dê uma olhada no site na seção: Marina Responde: política externa. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 16/08/2010
    Artur H.
    Marina, creio que para que os mecanismos da ONU sejam democráticos, só deveriam ter direito a voto neles os países democráticos. As ditaduras, não. Já que não respondem pelo povo do país que representam e sim pelo ditador e seu "partido".
  • 15/08/2010
    Sílvia Pereira
    Sou professora da rde pública estadual de S.P. pelo sistema S - SENAI de minha cidade. Gosto do discurso de um conhecido nosso, Cristóvam Buarque. Sempre coerente, preocupado com educação e fiel à mesma retórica de nos convencer sem falsas promessas. Como sei que ele é amigo pessoal e de ideologia da Marina, e pelos motivos que já elenquei, voto nela. Detalhe: ouço muitos colegas de profissão dizerem o mesmo. Tomara que ela seja uma surpresa nessas eleições. A pergunta é como reverter o quadro péssimo em que se encontra a educação básica no Brasil? Obrigada, Sílvia/Botucatu/SP
  • 12/08/2010
    Felipe Sena
    Querida candidata Marina Silva, estou propenso a votar em você mas antes disso gostaria de saber o que você pensa a respeito de uma nova ordem mundial em termos de uma economia globalizada e um governo centralizado? E o que a senhora acha da postura do governo brasileiro em ceder diante de líderes como Evo Morales e Hugo Chaves?
    Caro Felipe, Marina defende a proatividade do Brasil na resolução de conflitos na América do Sul e "junto aos seus 'hermanos'", em vez de dar "vôos enormes" em situações que são altamente complexas, como a do Oriente Médio. Ela defende ainda que precisamos recuperar nossa credibilidade política como mediadores de conflitos. Leia na diretriz Economia para uma sociedade sustentável as ideias de Marina sobre economia globalizada. Veja também o item e desta diretriz. Se suas duvidas permanecerem por favor nos escreva novamente. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 06/08/2010
    Paulo Fernando Vianna da Silva
    O sistema penitenciário de todos os Estados da Federação está falido e medieval. Sou advogado e gostaria de saber: 1- qual a política penitenciária do seu governo? 2- Como proposta, sugiro que se proíba a exposição do nome e rosto dos presos antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, qual sua opinião? Agradecido, Paulo Vianna
    Olá Paulo Fernando, Marina defende políticas criminal e prisional mais eficientes e comprometidas com a dignidade humana. Entre outros aspectos, defende a reorientação do sistema penitenciário nacional para o cumprimento efetivo da Lei de Execução Penal (LEP). Leia mais sobre o assunto em 3.2.5. Qualidade de vida e segurança para todos os brasileiros item j. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 04/08/2010
    Tami Albuquerque Ballabio
    Espero que a Marina não use panfletos ou santinhos em sua campanha!!!
  • 04/08/2010
    Colin Eric José Cadier
    Exma. Senadora e Candidata a Presidente da Republica, Eu gostaria de aprofundar o primeiro comentario feito por Sr. Igor Calado ao qual ja foi respondido pela Equipe de Conteudo. Referente ao Mercosul e ao papel fundamental que o Brasil pode desempenhar na região para mediar e liderar o processo integracionista, é preciso obter um maior comprometimento por parte dos politicos e seus respectivos partidos para considerar a importância estratégica de conformar uma identidade supranacional através do Parlasul cujos representantes devem ser eleitos diretamente pelas respectivas populações (certamente em 2012). Com exceção da negociação do acordo com a União Européia e da questão da TEC, muito pouco ouve se falar do bloco e dos demais avanços obtidos (Focem e primordios de politicas publica comunitarias que afetam diretamente o cotidiano dos cidadãos) com a finalidade de criar um espaço regional coeso e unido no cenario internacional. Caso o Conselho de Segurança chegar a obter a reforma tão desejada, caberia aos diversos blocos regionais constituidos por todas partes do mundo reinvidicarem uma representação unica legitimada pelas suas respectivas instituições supranacionais. A Unasul poderia se acoplar aos moldes fortalecidos do Mercosul e da CAN. O PV é a favor de uma participação popular direta no processo integracionista regional ? O partido e seus(suas) futuro(a)s parlamentares candidato(a)s estão preparado(a)s para defender propostas que beneficiarão a comunidade mercosulina ? Obrigado
    Olá Colin, Em principio sim. Marina e o Pv são a favor da participação popular direta nos processos que integram as nações da América do Sul porém é preciso avaliar com mais precisão os interesses e condições das nações envolvidas. Os futuros parlamentares estão discutindo no momento como agregar históricos econômicos, opiniões e capacidades de gestão tão diversos neste bloco. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

  • 29/07/2010
    Laís A. Alves
    Candidata, como a senhora pretende encaminhar a política externa brasileira caso seja eleita? Refiro-me especificamente às relações próximas que atualmente o Brasil mantém com países considerados dos "Eixo do Mal" ( segundo a percepção norte-americana) como o Irã e a Venezuela, por exemplo. Outra dúvida é se a senhor pretende manter a mesma linha promovida por FHC e Lula de diplomacia presidencialista e se vai continuar buscando o assento permanente no Conselho de Segurança, a partir do auxílio financeiro no desenvolvimento de países pobres. Obrigada!
  • 29/07/2010
    Igor Calado
    Também nenhuma menção mais objetiva sobre a relação do Brasil com outros países (o que é até compreensível, dado que é mais específico e muda de acordo com o governo) e, principalmente, com importantes fóruns, como União Européia, União Africana, Liga Árabe, CPLP (tendo estes três últimos sido alvo de especial atenção da diplomacia do PT), Mercosul e OEA, além da UNASUL e do Conselho de Segurança de ONU, que já citei em comentário anterior. Não seria oportuno ser mais claro sobre a relação de um governo encabeçado por Marina em relação a esses fóruns?
  • 29/07/2010
    Igor Calado
    Seria interessante encontrar aqui metas mais claras e práticas, como, por exemplo, um claro posicionamento em favor do fortalecimento da UNASUL e da integração sul-americana, que não foram citadas aqui e que foram um importante passo positivo da política externa do PT, no meu ponto de vista. E apesar do texto citar "distorções que precisam ser corrigidas" no Conselho de Segurança, seria interessante um posicionamento claro sobre a aspiração de conseguir um assento definitivo para o Brasil e sobre as mudanças que Marina gostaria de ver nos sitemas de voto da OMC e do Conselho de Segurança. Poderiam esclarecer-me este tópico? Outra dúvida: esta versão ampliada é definitiva para esta eleição? Muito obrigado.
    Caro Igor, É importante o fortalecimento das relações regionais tanto comerciais e econômicas quanto nas que se referem a tecnologia, energia, educação, cultura e etc. A UNASUL é uma boa iniciativa e o Brasil deve investir. No entanto, não deve negar a importância de outras como a OEA por exemplo. Quanto ao Conselho de Segurança é importante que seja revisto qual é seu real papel, observando as diferenças entre os países que fazem e não fazem parte do Conselho, assim como as regras de veto. O mesmo vale para OMC. A tentativa da diplomacia brasileira mediar contradições de interesse entre países reflete uma nova condição na geopolítica global, em que a centralidade do poder em poucas e determinadas potências abre lugar para a multipolaridade. Estamos elaborando outro documento para ser veiculado. Obrigado, Equipe de Conteúdo.

  • 29/07/2010
    Marcelo Freitas Marçal
    Prezada Marina, Mesmo me considerando com ponto de vista de Direita simpatizo-me com muitas de suas ideias pela transparência e coerência, mas causou-me extrema estranheza a notícia veiculada no site da Folha de São Paulo, na última segunda-feira, dia 26/07/10, dizendo que a senhora apoiava a permanência no Brasil do réu condenado pela justiça Italiana Cesare Batisti por crimes de homicídio, inclusive. Isso vai de encontro ao dito na alínea d (Paz e Direitos Humanos) onde é expressado de forma bastante objetiva que o Brasil deve respeitar os Direitos Humanos, sempre adotando a postura da não-intervenção, como deveria ser neste caso da extradição deste indivíduo ao seu país de origem para responder pelos seus crimes. Forte abraço e Boa Sorte em sua campanha. Espero vê-la disputando o segundo turno.
  • 27/07/2010
    Luiz Carlos Loureiro
    Prezada candidata Nenhuma linha sequer a respeito das Forças Armadas.Por que?Como a Sra vê o papel das Forças Armadas dando sustentação a nossa política externa, incolumidade de nossa integridade territorial e a soberania nacional?
    Caro Luiz Carlos, Marina defende a paz e os direitos humanos além da solidariedade e cooperação entre os povos. Como ela declarou recentemente, o Brasil deve reforçar seu papel de mediador internacional. As Forças Armadas tem papel fundamental nesta questão. Obrigado. Equipe de Conteúdo.

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